“Sugestão do Banco Mundial para acabar com ensino superior gratuito é um desrespeito à soberania”

Nos governos do PT a educação passou a ser vista como investimento

23905442_1412805522150139_646618509632363632_nA senadora Fátima Bezerra manifestou , nesta segunda-feira (27), em Foz do Iguaçu, onde participa de reunião do Mercosul, sua indignação contra a intromissão do Banco Mundial nas políticas públicas brasileiras. Em relatório apresentado na semana passada, intitulado “”Um ajuste justo – propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil”, o Banco sugere, entre outras medidas, o fim do ensino superior público gratuito no Brasil. “Isso é um atrevimento; um desrespeito à soberania nacional!, destacou a parlamentar. 

Fátima falou sobre o assunto, ao abrir o seminário “Educação superior no contexto do Mercosul”, realizado, por sugestão da senadora, pela Comissão de Educação, Cultura, Ciência, Tecnologia e Esporte do Parlamento do Mercosul na sede da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu.
Fátima sugeriu que os membros do ParlaSul repudiem essa recomendação indevida do Banco Mundial: Imagine o quanto a cidadania da juventude brasileira seria ameaçada com a privatização das nossas universidades. Dizer não à privatização da universidade é reafirmar a concepção de educação que o ParlaSul defende: educação como um direito, um bem público e universal”, enfatizou a senadora.

Fátima lembrou que, durante os governos de Lula e Dilma Rousseff, a educação passou a ser vista no Brasil como investimento e não como gasto. Com isso, o orçamento do Ministério da Educação foi elevado ano após ano, saltando de R$ 18,01 bilhões em 2002 para R$ 126,14 bilhões em 2015. As universidades federais atravessaram um processo de reestruturação e expansão sem precedentes em nossa história, criando 18 novas universidades e interiorizando inúmeros campi no país.

“Hoje essas conquistas estão sendo atacadas pelo Governo Ilegítimo, por meio da política de austeridade, colocada em vigor a partir da entrada em vigor da Emenda Constitucional 95, apelidada de PEC dos Gastos Públicos – fruto do Golpe de Estado em agosto do ano passado”, enfatizou a senadora.
Dentre as novas universidades, merecem destaque duas, de integração: a Unila e a Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). 

Atualmente, a Unila conta com 3.500 alunos do Brasil e dos outros 19 países da América Latina, em 22 cursos de bacharelado de áreas de interesse comum, sempre com foco para o intercâmbio cultural e o desenvolvimento e integração regionais.
A reunião desta segunda-feira em Foz do Iguaçu acontece na sede da Unila justamente para defender a continuidade da universidade, que recentemente sofreu tentativas de desvirtuar seus objetivos e mesmo de extingui-la.